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MARCHA À RÉ NO TEMPO

— Você acha que é possível viajar no tempo? Acho que sim. E não falo em velocidade supra luz. Um velho, manquitola, de olhos baixos, com ar cansado, portava um guarda-chuva semiaberto, e barbatana quebrada. Aparentava, por agruras da vida, ser mais idoso do que realmente era. Não importa o passado desse senhor, só o hoje, agora. Certo é que estava morrendo... morrendo de amor. Fora muito amado pelos pais, pelas mulheres e sufocado pelo amor dos filhos. Enfim, não suportou o sufoco e fugiu de casa para morar nas ruas. Será que ele pensava em alguma coisa? Que pensava? Teria seus neurônios em bom estado? Logo que dobrou a rua Treze de Maio parou indeciso: “Ia à frente ou à esquerda...” Decidiu ir pela esquerda, pois, assim ficava à sombra dos edifícios contra o sol. E o Largo da Carioca estava no mormaço de verão. Gente indo e vindo em direções várias. Ele ensimesmado, nem ligou. Também, não se deu conta da nuvem negra que lentamente caminhava no céu, qual lagartixa num teto. A nuvem faz...

OS BENGALINHAS

MADRUGADA 4:35

Amenta da discórdia

ABIGEATO FATÍDICO

O CERCO DOS REMÉDIOS

FESTA NO ARRAIAL DE PAULA LIMA

Os Invasores

O SICOFANTA