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Amenta da discórdia

Asséde Paiva & Chat GPT Na antiga vila de Rosário, cercada por montes cobertos de neblina, havia um costume tão velho quanto a própria igreja: após a celebração do Dia de Finados, os paroquianos ofereciam ao padre uma pequena amenta — contribuição em dinheiro e mantimentos — como sinal de gratidão pelas missas rezadas e celebrações em favor das almas dos falecidos. Durante décadas, o costume jamais fora esquecido. Mas naquele ano, por descuido, avareza ou simples distração coletiva, ninguém se lembrou da amenta devida ao padre Arruda. Isso foi lamentável... A missa dos Finados fora longa e solene. O sacerdote mencionara centenas de nomes, alguns já apagados da memória dos próprios descendentes. O cemitério era do tempo da escravidão. O padre Arruda rezara com fervor, depois, acompanhado pelos paroquianos fora ao campo santo e aspergira água benta sobre as sepulturas, enquanto caminhara sob um sol inclemente. Ao regressar à sacristia, retirou os paramentos e aguardou a amenta. Esper...

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