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Os Invasores

  Os Invasores Asséde Paiva & ChatGPT Na vila de Santa Eulália dos Cascais — dessas que têm mais fé do que farmacopeia — começou tudo com uma coceira. Primeiro, dona Almerinda acordou com a sensação de formigas invisíveis caminhando pelos seus braços. Depois, seu Norberto jurou ter ouvido passos miúdos no forro da casa, como se ratinhos calçassem tamancos. Em três dias, metade da vila estava acometida de sintomas variados: ardor nos olhos, tosse, palpitações repentinas, arrepios fora de hora e uma tristeza que vinha do nada, como nuvem sem céu. Coisas estranhas aconteciam... — São invasores — decretou o fígaro Epitácio, que, na hemeroteca, lia jornais velhos, revistas ensebadas e, por isso mesmo, se julgava atualizado. Mas que invasores? Ninguém os vira. Não havia pegadas, nem sombras, não havia estrangeiro hospedado na pensão de dona Gertrudes. Ainda assim, estavam ali — invisíveis, insinuantes, perturbadores. A primeira providência veio da farmácia homeopática do dr. Belisá...

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